As consequências da alta do dólar na visão de Ricardo Tosto.

O ano de 2015 começou turbulento para a economia brasileira. Estamos convivendo com notícias bastante pessimistas. E o resultado é real, com o perdão do trocadilho. Inflação em alta, desemprego, desaceleração da produção por falta de demanda em quase todos os setores. Uma das causas da alta da inflação – que está já está superando a meta prevista pelo governo – é a alta do dólar. Estamos importando muito e isto obviamente acarreta alta nos preços. O produtor se obriga a repassar os custos ao consumidor. Por sua vez, preços altos espantam o comprador.

Exportadores

Segundo Ricardo Tosto, nesse cenário de alta os exportadores são praticamente os únicos a serem beneficiados. Por outro lado, se a inflação subir muito vai haver alta também nos juros, o que acaba neutralizando o efeito benéfico. “Ruim mesmo é para o consumidor que vê a cada dia a perda de seu poder de compra” resume Tosto.

Cenário político

Diante do cenário político atual, com o governo tentando fazer os necessários ajustes fiscais e enfrentando derrotas no Congresso é de se prever que para este ano a situação tenda a ficar pior. O reequilíbrio das contas públicas é fator decisivo para que o país volte a ter credibilidade tão desejada pelos investidores. Mas as propostas apresentadas pelo governo sofrem duros golpes dos oposicionistas e não vai ser nada fácil alcançar os objetivos capitaneados principalmente pelo Ministro da Economia Joaquim Levy. Para complicar, a popularidade da Presidenta Dilma desceu da casa de dois dígitos, demonstrando a insatisfação da população até nas áreas consideradas redutos de aprovação, como o Nordeste.

É hora de comprar ou vender dólares?

Na opinião de Ricardo Tosto a situação varia caso a caso. Exemplo de quem já tinha viagem marcada ao exterior ou de quem está precisando fazer caixa. É preciso lembrar que dólar não é investimento e que se os múltiplos fatores que estão ocasionando esta alta forem sendo superados, como os ajustes fiscais e a retomada dos investimentos em infraestrutura, a tendência é de estabilização e até possível queda.

A Crise na Europa agrava o cenário por aqui?

O Brasil é atualmente um forte exportador de produtos para UE, e a crise econômica econômica em alguns países europeus, como Grécia, pode gerar um corte de gastos por parte dos países europeus o que levará a uma queda nas importações dos produtos agrícolas brasileiros. Isso fará nossa balança comercial pender para o lado das importações. Além de desequilibrar o comércio exterior brasileiro, esse processo levará a um aumento na taxa de juros e diminuição do crédito. Economias frágeis e instáveis tendem a ser vistas como frágeis e perigosa; e os juros, tendem a aumentar. Como resultado, uma moeda nacional desvalorizada, diz Ricardo Tosto.

Saída

Para que a saída do Brasil não volte a ser o aeroporto, como se brincava antigamente, é de se acreditar que os principais atores do cenário político e econômico não sejam individualistas, corporativistas, defendendo fatias de poder e que tenham em suas decisões um viés utópico de defender o coletivo e fazer do Brasil um lugar bom para se viver. Um país com suas contas equilibradas, inflação controlada e moeda forte, acredita Ricardo Tosto. Assim, mesmo conjunturas externas desfavoráveis não irão por em descompasso uma nação inteira.

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